Vazamento de petróleo no Golfo do México

O recente vazamento de petróleo no golfo do México deixa aberto certas dúvidas em relação à conduta do governo americano e da empresa British Petroleum na contenção e até mesmo na prevenção da grande tragédia ambiental. Quais foram as causas do ocorrido ? Porque o vazamento não fora contido a tempo ? Quais são as consequências do desastre para o ecossistema e para a petrolífera ?

Documentos mostrados pelo jornal americano The New York Times comprovam que a companhia já tinha em mente os riscos iminentes de conduzir uma extração de petróleo na região. Os engenheiros previam que o revestimento de metal a ser utilizado no poço poderia sofrer um colapso sob altas pressões. Porque então a BP não se manifestou e procurou a ajuda governamental ?

Após a catástrofe, várias tentativas de impedir o vazamento já foram feitas. Técnicas como jogar lama, pneus e bolas de tênis para entupir o cano que vaza falharam, e até um robô automatizado tentou, em vão, fechar o registro de passagem do petróleo.

A empresa, duramente criticada pelo governo estadunidense, pensa em novos meios de conter o problema, e ao mesmo tempo, milhões de litros de um combustível com previsões para acabar dentro de décadas são lançados minuto após minuto em alto mar, atingindo inúmeras espécies animais, incluindo algumas em extinção.

Além dos riscos ambientais, há outros problemas que a petrolífera terá que conviver, como as 11 mortes dos civis na plataforma e os processos que responderá, a perda do dinheiro investido na construção da plataforma e também terá que custear as despesas decorrentes da contenção do vazamento ( de fato,  o governo dos EUA está pagando a conta). Analistas dizem que se todos estes valores virem a ser cobrados, a gigante do petróleo poderá falir.

Ainda que dentro de alguns dias consiga-se uma solução definitiva para o caos do Golfo do México, agora a maior tragédia ambiental da história, os efeitos do petróleo já derramado e espalhado pelo oceano serão sentidos por anos e anos. Somente com uma verdadeira dissipação da mancha o mar na costa leste dos Estados Unidos será completamente despoluído.

Espera-se que o governo passe a ser mais rígido na concessão de licenças ambientais para a exploração de petróleo na região, e que proíba a British Petroleum de atuar naquele local. Outros governos de todo o mundo que têm plataformas gerenciadas pela BP já se manifestaram a favor da retirada de concessões.

Atualização (21/09/2010): A petrolífera BP e o governo americano anunciaram a total contenção do vazamento.

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