Informações sobre a revolta no Egito e no Mundo Árabe

Recentemente diversos jornais de todo o mundo deslocaram jornalistas para a cobertura do caos no mundo árabe, mais especificamente para Cairo, no Egito. Esse fato por si só já mostra a relevância desse acontecimento para toda a comunidade internacional. Para poder entender os protestos, há de se fazer uma pesquisa aprofundada na história dos países envolvidos.

mubarakfailNo caso egípcio, Hosni Mubarak governa seu país de 1981, ou seja, há 29 anos, num regime ditatorial e repressor. Ele foi afetado pela integração que os jovens e a população egípcia em geral teve com os ideais ocidentais de democracia e liberdade de expressão por meio da internet. Usando a grande rede, essa massa tomou conhecimento das revoltas na Tunísia (baseadas nas crises internas e na morte de Mohamed Bouazizi), e articulou o mesmo em seu país.

Mubarak tentou se apegar ao poder, o Exército o apóia (como mostrado na imagem abaixo – Créditos:AP), e o mesmo mandou dissidentes do seu partido às ruas, numa batalha épica contra os manifestantes. Além disso, para dificultar a comunicação dos protestantes, e assim tentar impedir grandes protestos, Mubarak cortou a internet do país, e as redes de telefonia também. (uso do “jogo-da-velha” na imagem mostra o uso do Twitter – Créditos:Reuters)

Segundo correspondentes de diversos jornais, o clima é de tensão. Vários jornalistas vêm sendo agredidos, sendo que repórteres datanquesegito TV Brasil foram detidos em uma barreira policial e levados até uma delegacia, onde seus equipamentos de trabalho foram apreendidos e obrigados a assinar um documento em árabe, em que eles concordavam em sair do país imediatamente, para poderem ser liberados.

Os Estados Unidos, que no início das revoltas permaneciam neutros,  agora já mostram sinais de esgotamento com o regime ditatorial e, assim como Israel, preocupação com a possibilidade da Irmandade Muçulmana, movimento radical islãmico, assumir o poder e assim tornar as fronteiras americanas e israelenses, principalmente as israelenses, inseguras. (isso se deve ao fato da Irmandade ter laços com o Hamas.

Os protestos no Mundo Árabe se estanderam em diversos países, porém principalmente na Tunísia, na Argélia, na Mauritânia, no Egito e na Síria. No caso tunisino, houve a deposição de Ben Ali, presidente do país desde 1987, o qual foi obrigado a se refugiar na Arábia Saudita. Estas manifestações foram o fator que desencadeou o caos egípcio.

O EV Atualizado continuará cobrindo estes acontecimentos nesta página, e também no seu Twitter ofifial, @eficienciavital

Atualizações em tempo real sobre o caos no Mundo Árabe

Atualização (03/02/2011): O Google disponibilizou um serviço voltado para o Egito mas que pode ser usado por todo o mundo em que ao ligar para um determinado número de telefone internacional, sua chamada é gravada e é repassada ao microblog Twitter.

Atualização (04/02/2011): O ditador Hosni Mubarak adota agora uma outra estratégia. Ele tenta intimidar a imprensa que faz a cobertura dos protestos de modo que a comunidade internacional não saiba o que acontece na região.

Atualização (05/02/2011): No centro de Cairo manifestantes fazem cordão humano para impedir a passagem de tanques de guerra em uma área anti-Mubarak.

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