O 11 de Setembro

Neste domingo se completam 10 anos dos ataques de 11 de Setembro, que abalaram a megalópole Nova Iorque – Washington e os Estados Unidos como um todo.  A transmissão televisiva, numa manhã de terça-feira, das torres gêmeas do World Trade Center sendo atingidas por aviões comerciais foi vista por milhões de pessoas ao redor do globo. Até a colisão na Torre Sul, todo o país acreditava que o desastre tinha sido um acidente, mas isso não se tornou verdade.

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Desde 1996, a liderança da Al-Qaeda (que somente assumiu a autoria dos ataques em 2004) planejava uma vingança pela invasão estadunidense no mundo árabe. Em 1998, Khalid Shiekh Mohammed apresentou seu plano inicial à Bin Laden, que consistia no sequestro de vários aviões que seriam lançados simultaneamente em seis alvos. Descartada esta ideia, foram definidas as estruturas a ser atacadas.

Uma série de reuniões estabeleceram os aspectos técnicos da execução do plano. A escolha dos terroristas suicidas, a engenharia para que a colisão num andar específico das torres as derrubassem, o financiamento do projeto (que estima-se ter custado cerca de 200 mil dólares) e a definição da data. Propositalmente, os ataques ocorreram numa terça-feira, dia de menor congestionamento nos aeroportos americanos.

Foto: Greg Semendinger/AP/NYPD via ABC News

O governo americano recebeu diversos alertas de terrorismo, provenientes dos mais variados serviços de inteligência globais. Não deu ouvidos a nenhum. Os sequestradores entraram livremente no território americano, com exceção de Mohammed al Qahtani, que foi barrado na imigração pelo oficial Jose Mendelez-Perez. Esse foi o preço da ignorância governamental quanto a possibilidade de um ataque.

Os vôos da American Airlines e da United Airlines são sequestrados, e os terroristas utilizam a morte de comissários de bordo e pilotos para justificar uma falsa volta ao aeroporto, tentando acalmar os passageiros. Os passageiros do vôo UA93 lutam contra os terroristas, que jogam a aeronave numa área rural na Pensilvânia, com medo de que os bravos viajantes tomassem o controle do avião. O Boeing 757 do vôo AA77 alegadamente se chocou contra o Pentágono, sede do poder militar americano, porém não haviam indícios do choque de um avião  na estrutura do complexo.

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A colisão na Torre Norte não alterou o cotidiano da Torre Sul, tanto que muitos trabalhadores subiram para seus andares após o desastre inicial. O Boeing 767 destruiu as escadas do edifício, fazendo com que as pessoas situadas acima do nível da colisão fossem para o teto, na espera por um resgate aéreo que nunca se concretizou. Com a colisão na Torre Sul, o serviço de controle aéreo nacional ordenou o pouso de todos os quase 5000 aviões comerciais presentes no espaço aéreo americano.

O presidente George W. Bush foi informado em uma escola na Flórida da segunda colisão, e preferiu continuar com suas atividades programadas do  que alertar os alunos do ataque. Em seguida, se deslocou para o Air Force One, o avião presidencial. O ar parecia ser o único local seguro para se manter o oficial mais importante da nação.

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Os atentados possibilitaram o início da Doutrina Bush. Apenas 26 dias após o desastre, os Estados Unidos bombardearam o Afeganistão. Estava marcado o fim da privacidade, com agências governamentais vasculhando dados pessoais na busca por possíveis ameaças terroristas. Com estas medidas, a popularidade de Bush subiu em 50%, possibilitando sua reeleição.

Hoje o atual presidente dos EUA, Barack Obama, efetuou a inauguração do memorial dos mortos na área das Torres Gêmeas. O memorial está localizado em frente ao 1 World Trade Center, o arranha-céu que está sendo construído para substituir as torres. A nova estrutura é reforçada para que se evite uma tragédia semelhante. Os americanos estão convivendo com ameaças de novos ataques, no décimo aniversário do dia mais triste na história estadunidense.

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Este post foi publicado em Temas em por .

Sobre Thiago Bittencourt

Estudante de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Amante das ciências humanas, adorador do jornalismo crítico, poliglota em eterno aprendizado e escritor por hobbie. Pesquisa entusiasticamente sobre o processo de globalização, com destaque no impacto dele para o desenvolvimento humano.

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